
Ciática: Diagnóstico e Tratamento Especializado
A dor ciática é um dos sintomas mais comuns de compressão nervosa na coluna. O diagnóstico preciso da causa é essencial para definir o tratamento mais eficaz.
Agendar minha avaliaçãoResumo
A ciática (radiculopatia lombar) é dor que irradia da lombar para a perna, seguindo o trajeto do nervo ciático. Geralmente causada por hérnia de disco L4-L5 ou L5-S1. Cerca de 80-90% dos casos melhoram sem cirurgia em 6-12 semanas. O Dr. Paulo Cortez é especialista em tratamento de ciática em Niterói e Rio de Janeiro.
A dor na perna está tirando sua qualidade de vida?
Se você sente dor que desce da lombar para a perna, formigamento ou dormência — pode ser ciática. O diagnóstico correto da causa é o primeiro passo para o alívio definitivo.
O que é ciática?
A ciática — também chamada de dor ciática ou ciatalgia — é a dor que se origina na coluna lombar e irradia ao longo do trajeto do nervo ciático, percorrendo a nádega, a parte posterior da coxa e podendo chegar até o pé. Não é uma doença em si, mas um sintoma que indica compressão ou irritação de uma raiz nervosa na coluna lombar. A prevalência de ciática ao longo da vida é estimada entre 13% e 40%, com a hérnia de disco sendo a causa mais comum (Konstantinou & Dunn, Spine, 2008).
O nervo ciático é o maior e mais longo nervo do corpo humano. Ele é formado pela junção de raízes nervosas que saem da coluna lombar baixa e do sacro (L4, L5, S1, S2 e S3). Quando uma dessas raízes é comprimida — por uma hérnia de disco, estenose do canal ou outra condição — o paciente sente dor, formigamento, dormência ou fraqueza ao longo do trajeto do nervo.

Você se identifica com alguma dessas situações?
- Sente dor que desce da lombar para a nádega e a perna
- A dor na perna parece um choque, queimação ou pontada
- Tem formigamento ou dormência no pé ou na perna
- Sente fraqueza na perna ou dificuldade para levantar o pé
- A dor piora ao sentar, tossir ou espirrar
- Já fez tratamento com fisioterapia e medicamentos, mas a dor não passou
- Recebeu diagnóstico de hérnia de disco e quer entender a relação com a ciática
Se você respondeu sim a qualquer uma dessas perguntas, é importante procurar avaliação especializada.
Causas mais comuns
A ciática pode ser causada por diversas condições que comprimem ou irritam as raízes nervosas na coluna lombar:
- Hérnia de disco lombar: É a causa mais frequente de ciática. O disco intervertebral se desloca e comprime a raiz nervosa adjacente. As hérnias nos níveis L4-L5 e L5-S1 são as mais comuns.
- Estenose do canal lombar: O estreitamento do canal vertebral comprime as raízes nervosas, causando dor nas pernas ao caminhar (claudicação neurogênica) e ciática.
- Espondilolistese: O deslizamento de uma vértebra sobre a outra pode comprimir as raízes nervosas e causar ciática.
- Síndrome do piriforme: O músculo piriforme, localizado na região glútea, pode comprimir o nervo ciático em seu trajeto.
- Degeneração discal: O desgaste dos discos intervertebrais pode levar a protrusões e osteófitos que comprimem as raízes nervosas.
- Cisto sinovial facetário: Cistos que se formam nas articulações facetárias podem comprimir as raízes nervosas dentro do canal vertebral.
Tem dúvidas sobre sua dor ciática?
O Dr. Paulo Cortez avalia cada caso individualmente em Niterói e no Rio de Janeiro.
Agendar minha avaliaçãoDiagnóstico
O diagnóstico da ciática começa com a avaliação clínica detalhada. O Dr. Paulo Cortez realiza o exame neurológico completo para identificar qual raiz nervosa está comprometida e solicita exames de imagem para confirmar a causa:
- Ressonância magnética (RM) da coluna lombar: É o exame mais importante. Permite visualizar hérnias de disco, estenose do canal, compressão nervosa e outras alterações com grande precisão.
- Radiografia da coluna lombar: Avalia o alinhamento vertebral, a presença de espondilolistese e alterações degenerativas ósseas.
- Eletroneuromiografia (ENMG): Em casos selecionados, avalia a função dos nervos e músculos para confirmar qual raiz nervosa está comprometida e a gravidade da lesão.
- Tomografia computadorizada (TC): Complementa a avaliação óssea quando necessário, especialmente para planejamento cirúrgico.
Tratamento conservador
A maioria dos casos de ciática melhora com tratamento conservador em 6 a 12 semanas. O tratamento é individualizado e pode incluir:
- Medicamentos para controle da dor: analgésicos, anti-inflamatórios e, em alguns casos, medicamentos para dor neuropática
- Fisioterapia com foco em alongamento, fortalecimento muscular e mobilização neural
- Exercícios de estabilização lombar e fortalecimento do core
- Orientações posturais e ergonômicas
- Infiltração epidural com corticoide guiada por imagem
- Bloqueio radicular seletivo — infiltração direcionada à raiz nervosa específica
Quando a cirurgia é necessária?
O Dr. Paulo Cortez avalia cada caso individualmente. A cirurgia é considerada quando:
- O tratamento conservador não trouxe alívio adequado após 6 a 12 semanas
- Há déficit neurológico progressivo — fraqueza muscular que piora (especialmente pé caído)
- A dor é intensa e incapacitante, impedindo as atividades diárias e profissionais
- Há síndrome da cauda equina (urgência cirúrgica)
- Há hérnia de disco volumosa com compressão nervosa significativa na ressonância
Técnicas cirúrgicas
Quando a cirurgia é indicada, o Dr. Paulo Cortez utiliza técnicas modernas e minimamente invasivas:
- Microdiscectomia: Remoção da hérnia de disco com auxílio de microscópio cirúrgico. Excelentes resultados e recuperação rápida.
- Endoscopia da coluna: Remoção da hérnia de disco por vídeo, com incisão de menos de 1 cm. Alta hospitalar em até 24 horas.
- Descompressão minimamente invasiva: Para casos de estenose do canal, com incisões menores e menor agressão muscular.
- Artrodese (fusão vertebral): Indicada quando há instabilidade associada, como na espondilolistese.
Recuperação
Com as técnicas minimamente invasivas, a recuperação da cirurgia para ciática é significativamente mais rápida. Na microdiscectomia e na endoscopia, a maioria dos pacientes percebe melhora imediata da dor na perna após o procedimento. O retorno às atividades leves ocorre em 2 a 4 semanas, e às atividades físicas completas em 6 a 12 semanas. A fisioterapia pós-operatória é fundamental para fortalecer a musculatura e prevenir recidivas.
Sinais de alerta — procure avaliação urgente
- Perda de força na perna ou no pé que está piorando (pé caído)
- Perda de controle da urina ou das fezes
- Dormência progressiva na região genital ou nas pernas
- Dor ciática bilateral (nas duas pernas ao mesmo tempo)
- Dor intensa que não responde a nenhum medicamento
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Aviso importante: As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem uma consulta médica individualizada. O diagnóstico e a escolha do tratamento dependem da avaliação clínica, dos exames de imagem e das características de cada paciente. Dr. Paulo Cortez — CRM-RJ 747505 | RQE 19473.
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