FAQ

Perguntas Frequentes

Respostas claras e objetivas sobre doenças da coluna vertebral, sintomas, diagnóstico, tratamentos e cirurgia — escritas pelo Dr. Paulo Cortez.

Doenças da Coluna

6 perguntas

A hérnia de disco ocorre quando o disco intervertebral — estrutura que funciona como amortecedor entre as vértebras — se rompe ou se desloca, comprimindo raízes nervosas ou a medula espinhal. Pode afetar a região cervical (pescoço) ou lombar (parte baixa das costas), causando dor, formigamento, dormência ou fraqueza muscular.

A protrusão discal é um abaulamento do disco sem ruptura do anel fibroso — o material do núcleo não extravasa. Na hérnia de disco, há ruptura do anel e deslocamento do núcleo pulposo para fora do disco. A protrusão pode evoluir para hérnia, mas nem sempre causa sintomas. Ambas podem comprimir nervos, mas a hérnia tende a causar sintomas mais intensos.

A estenose do canal lombar é o estreitamento do canal vertebral na região lombar, que comprime os nervos. É uma condição degenerativa, mais comum após os 50 anos. O sintoma mais típico é a claudicação neurogênica: dor e cansaço nas pernas ao caminhar, com melhora ao sentar ou inclinar o tronco para frente.

A escoliose é uma curvatura lateral anormal da coluna vertebral. Pode ser idiopática (sem causa definida, mais comum em adolescentes), degenerativa (em adultos) ou congênita. O tratamento depende do grau da curva, da idade e da progressão: curvas leves são observadas, curvas moderadas podem exigir colete, e curvas graves ou progressivas podem necessitar de cirurgia corretiva.

A espondilolistese é o escorregamento de uma vértebra sobre a outra. Pode ser degenerativa (mais comum em adultos acima de 50 anos) ou ístmica (fratura por estresse, mais comum em jovens atletas). Nem sempre causa sintomas, mas quando causa, o paciente pode sentir dor lombar, dor irradiada para as pernas e instabilidade.

A dor ciática (ciatalgia) é causada pela compressão ou irritação do nervo ciático ou de suas raízes na coluna lombar. As causas mais comuns são hérnia de disco lombar, estenose do canal e espondilolistese. A dor irradia da lombar para a nádega, parte posterior da coxa e pode chegar até o pé.

Sintomas e Diagnóstico

5 perguntas

Procure avaliação especializada quando: a dor na coluna persiste por mais de 4-6 semanas sem melhora; há dor irradiada para braço ou perna; existe formigamento, dormência ou perda de força; a dor piora progressivamente; há dificuldade para caminhar; ou quando ocorre perda de controle urinário ou fecal (urgência médica).

Formigamento pode indicar compressão de um nervo na coluna. Quando é ocasional e melhora com mudança de posição, geralmente não é grave. Porém, quando é persistente, progressivo, acompanhado de perda de força ou dormência que não melhora, indica necessidade de avaliação especializada para investigar hérnia de disco, estenose ou outra causa de compressão nervosa.

O diagnóstico começa com exame clínico e neurológico detalhado. Os exames complementares mais comuns são: ressonância magnética (principal exame para avaliar discos, nervos e medula), radiografia (avalia alinhamento e estrutura óssea), tomografia (detalha estruturas ósseas) e eletroneuromiografia (avalia a função dos nervos). O médico solicita os exames conforme a suspeita clínica.

Não. A grande maioria dos casos de dor nas costas melhora com tratamento conservador: medicamentos, fisioterapia, exercícios e mudanças de hábitos. Estima-se que apenas 5-10% dos pacientes com dor na coluna necessitam de cirurgia. A cirurgia é indicada quando há compressão nervosa grave, instabilidade, deformidade progressiva ou falha do tratamento conservador adequado.

A dor lombar mecânica é localizada na região lombar, piora com movimentos e melhora com repouso — geralmente é muscular ou articular. A dor com comprometimento neurológico irradia para a perna (ciática), pode vir acompanhada de formigamento, dormência ou fraqueza, e indica compressão de um nervo. Esta segunda situação exige investigação mais detalhada.

Tratamentos e Cirurgia

6 perguntas

A cirurgia é indicada quando: há compressão nervosa com déficit neurológico (perda de força, dormência progressiva); o tratamento conservador adequado falhou após 6-12 semanas; há instabilidade vertebral; a deformidade é progressiva; ou em situações de urgência como síndrome da cauda equina. A decisão é sempre individualizada.

São técnicas cirúrgicas que utilizam incisões menores, menor dissecção muscular e tecnologia avançada (microscópio, endoscópio, navegação) para tratar problemas da coluna. Incluem endoscopia de coluna, microdiscectomia tubular e acessos laterais (XLIF/OLIF). As vantagens potenciais são menor dor pós-operatória, menor sangramento e recuperação mais rápida — mas não são indicadas para todos os casos.

A endoscopia de coluna é uma técnica minimamente invasiva que utiliza uma câmera de alta definição inserida por uma incisão de menos de 1 cm. Permite visualizar e tratar hérnias de disco e estenoses em casos selecionados. A recuperação tende a ser mais rápida, mas a indicação depende da anatomia e do tipo de lesão de cada paciente.

A artrodese é a fusão (fixação) de duas ou mais vértebras com parafusos e hastes, eliminando o movimento entre elas. É indicada em casos de instabilidade vertebral, espondilolistese, deformidades e algumas estenoses. O objetivo é estabilizar o segmento doente e proteger os nervos. A fusão pode ser complementada com dispositivos intersomáticos (cages) para restaurar a altura do disco.

Depende do tipo de cirurgia. Procedimentos minimamente invasivos (microdiscectomia, endoscopia): retorno às atividades leves em 2-4 semanas. Artrodeses simples: 4-8 semanas para atividades leves, 3-6 meses para atividades completas. Cirurgias de deformidade: 6-12 meses para recuperação completa. Cada caso é individualizado conforme a complexidade e a resposta do paciente.

Sim. Na maioria dos casos (cerca de 80-90%), a hérnia de disco melhora com tratamento conservador adequado. O corpo tem capacidade de reabsorver parte do material herniado ao longo do tempo. O tratamento inclui medicamentos, fisioterapia, fortalecimento muscular e mudanças de hábitos. A cirurgia é reservada para casos que não respondem ou que apresentam sinais de gravidade neurológica.

Consulta e Atendimento

5 perguntas

A primeira consulta inclui: anamnese detalhada (história da dor, sintomas, tratamentos anteriores), exame físico e neurológico completo, análise dos exames de imagem já realizados, e definição do diagnóstico e plano de tratamento. O paciente recebe orientação clara sobre o problema, as opções de tratamento e os próximos passos. A consulta dura em média 30-40 minutos.

O Dr. Paulo Cortez atende em dois locais: Centro de Saúde da Coluna (CSC) em Niterói — R. Dr. Celestino, 122, salas 801-803, Ed. Ioffices, Centro; e consultório no Leblon — R. Ataulfo de Paiva, 226, sala 601, Rio de Janeiro. O agendamento é feito via WhatsApp.

O Dr. Paulo Cortez atende prioritariamente pacientes particulares. Para informações sobre convênios aceitos, entre em contato com a equipe via WhatsApp. A consulta particular permite maior tempo de atendimento e atenção individualizada.

Não é necessário encaminhamento. O paciente pode agendar diretamente a consulta via WhatsApp. É recomendável trazer exames anteriores (ressonância magnética, radiografias, tomografia) se já tiver realizado, mas não é obrigatório — os exames podem ser solicitados durante a consulta.

A segunda opinião é o direito do paciente de consultar outro especialista antes de decidir por um tratamento ou cirurgia. É especialmente recomendada em casos cirúrgicos complexos. O Dr. Paulo Cortez oferece avaliação independente com análise dos exames, revisão do diagnóstico e orientação sobre as melhores opções de tratamento para cada caso.

Sobre o Especialista

6 perguntas

Dr. Paulo Rogério Cortez é graduado em Medicina pela Universidade Gama Filho, com residência em Neurocirurgia no Hospital Federal do Andaraí, fellowship em Cirurgia de Coluna na Universidade de Ulm / RKU (Alemanha) e observership na Cleveland Clinic (EUA). É membro titular da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC) e da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN). CRM-RJ 747505 | RQE 19473.

O Dr. Paulo Cortez tem mais de 20 anos de experiência e mais de 5.000 cirurgias de coluna realizadas, incluindo hérnias de disco, estenoses, escolioses, espondilolisteses, fraturas, tumores, infecções e revisões complexas. Um diferencial é que ele realiza seus próprios acessos cirúrgicos.

O Centro de Saúde da Coluna (CSC) é uma clínica especializada em doenças da coluna vertebral, localizada em Niterói-RJ, sob direção clínica do Dr. Paulo Cortez. Oferece atendimento multidisciplinar com neurocirurgião, fisioterapeuta e equipe de apoio, focado em diagnóstico preciso, tratamento individualizado e acompanhamento completo do paciente.

O Dr. Paulo Cortez opera em hospitais de referência em Niterói e Rio de Janeiro, incluindo o Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP-UFF). A escolha do hospital depende da complexidade do procedimento, da cobertura do plano de saúde e da preferência do paciente. A equipe orienta sobre as opções durante a consulta.

Ambos podem operar a coluna, mas com formações diferentes. O neurocirurgião tem formação focada no sistema nervoso (cérebro, medula e nervos), o que confere expertise específica em descompressões nervosas e patologias medulares. O Dr. Paulo Cortez é neurocirurgião com subespecialização em cirurgia de coluna, combinando ambas as competências.

Sim. O Dr. Paulo Cortez utiliza tecnologias avançadas quando indicadas, incluindo neuronavegação, fluoroscopia intraoperatória, endoscopia de coluna e técnicas de acesso lateral (XLIF/OLIF). A escolha da tecnologia depende do tipo de cirurgia e da anatomia de cada paciente, sempre priorizando segurança e precisão.

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Aviso importante: As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem uma consulta médica individualizada. O diagnóstico e a escolha do tratamento dependem da avaliação clínica, dos exames de imagem e das características de cada paciente. Dr. Paulo Cortez — CRM-RJ 747505 | RQE 19473.

Dr. Paulo CortezResposta em até 2h • Niterói e Rio
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