
Hérnia de Disco Cervical
Diagnóstico preciso e tratamento individualizado para hérnia cervical — do manejo conservador à cirurgia minimamente invasiva.
Agendar minha avaliaçãoResumo
A hérnia de disco cervical comprime nervos ou medula espinhal na região do pescoço, causando dor irradiada para os braços, formigamento e dormência. A mielopatia cervical (compressão medular) é indicação cirúrgica mais urgente. O Dr. Paulo Cortez realiza discectomia cervical anterior (ACDF) com técnica minimamente invasiva.
O que é a hérnia de disco cervical?
A coluna cervical é composta por 7 vértebras (C1 a C7) separadas por discos intervertebrais que funcionam como amortecedores. A hérnia de disco cervical ocorre quando o anel fibroso do disco se rompe e o núcleo pulposo se desloca, comprimindo uma raiz nervosa ou a própria medula espinhal.
Os níveis mais frequentemente acometidos são C5-C6 e C6-C7, que correspondem à região de maior mobilidade do pescoço. A compressão de uma raiz nervosa causa dor irradiada para o braço (cervicobraquialgia), enquanto a compressão da medula espinhal causa mielopatia cervical — uma condição mais grave que pode afetar braços e pernas simultaneamente. A hérnia cervical representa cerca de 20-25% de todas as hérnias discais, com pico de incidência entre 40 e 50 anos (Radhakrishnan et al., Neurology, 1994).

Sintomas da hérnia de disco cervical
Os sintomas dependem do nível da hérnia e de qual estrutura está sendo comprimida. Quando a compressão é sobre uma raiz nervosa (radiculopatia), os sintomas seguem um padrão previsível:
| Nível | Raiz afetada | Dor / Formigamento | Fraqueza |
|---|---|---|---|
| C4-C5 | C5 | Ombro e braço lateral | Deltóide (elevar o braço) |
| C5-C6 | C6 | Braço lateral, polegar e indicador | Bíceps (flexão do cotovelo) |
| C6-C7 | C7 | Braço posterior, dedo médio | Tríceps (extensão do cotovelo) |
| C7-T1 | C8 | Antebraço medial, anelar e mínimo | Mão (preensão, pinça) |
Mielopatia cervical — quando a medula é comprimida
Quando a hérnia é grande o suficiente para comprimir a medula espinhal (e não apenas a raiz nervosa), o quadro é mais grave e se chama mielopatia cervical. Os sinais incluem:


- Perda de destreza manual (dificuldade para abotoar, escrever, usar talheres)
- Alteração na marcha (passos curtos, instabilidade, "pernas pesadas")
- Sensação de choque ao flexionar o pescoço (sinal de Lhermitte)
- Fraqueza nas pernas (mesmo a hérnia sendo no pescoço)
- Urgência urinária ou dificuldade para controlar a bexiga
Atenção: mielopatia cervical é urgência cirúrgica
Se você apresenta fraqueza progressiva, alteração na marcha ou perda de coordenação nas mãos, procure avaliação especializada com urgência. A mielopatia cervical pode progredir de forma irreversível se não tratada a tempo.
Agendar avaliação urgenteDiagnóstico
O diagnóstico da hérnia de disco cervical começa com o exame clínico neurológico detalhado — avaliação de força, reflexos, sensibilidade e sinais de mielopatia. O exame de imagem padrão-ouro é a ressonância magnética (RM) da coluna cervical, que mostra com precisão o tamanho da hérnia, o grau de compressão nervosa e o estado da medula espinhal.
Em casos cirúrgicos, a tomografia computadorizada (TC) pode complementar a avaliação óssea. A eletroneuromiografia (ENMG) é útil quando há dúvida entre radiculopatia cervical e neuropatia periférica (como síndrome do túnel do carpo).
Tratamento conservador
A maioria das hérnias cervicais com radiculopatia (dor no braço) responde ao tratamento conservador em 6 a 12 semanas. O manejo inclui:
- Medicamentos: anti-inflamatórios, analgésicos, relaxantes musculares e, em casos selecionados, corticoides orais por curto período
- Fisioterapia: fortalecimento da musculatura cervical profunda, mobilização articular, tração cervical e exercícios posturais
- Infiltração cervical: bloqueio foraminal guiado por fluoroscopia ou tomografia, com corticoide e anestésico, para alívio da dor radicular refratária
- Orientações posturais: ergonomia no trabalho, ajuste de travesseiro, pausas frequentes em atividades de tela
Quando a cirurgia é indicada?
A indicação cirúrgica na hérnia cervical é mais rigorosa do que na lombar, porque envolve proximidade com a medula espinhal. As indicações principais são:
- Mielopatia cervical: qualquer sinal de compressão medular com déficit neurológico progressivo é indicação cirúrgica — quanto antes, melhor o prognóstico
- Déficit motor significativo: fraqueza muscular grau ≤ 3/5 no braço ou mão, com risco de perda funcional permanente
- Dor incapacitante refratária: cervicobraquialgia que não melhora após 6-12 semanas de tratamento conservador adequado
- Atrofia muscular progressiva: perda de massa muscular no braço ou mão, indicando dano neural em curso
Técnicas cirúrgicas
Discectomia cervical anterior com fusão (ACDF)
É a técnica mais consagrada para hérnia cervical. Através de uma incisão de 3-4 cm na frente do pescoço (abordagem anterior), o disco herniado é removido completamente e substituído por um espaçador (cage) preenchido com enxerto ósseo. Uma placa com parafusos fixa as vértebras adjacentes enquanto a fusão consolida. A taxa de sucesso é superior a 90% para alívio da dor no braço.
Artroplastia cervical (prótese de disco)
Em pacientes selecionados (jovens, sem artrose facetária, hérnia em nível único), a prótese de disco cervical é uma alternativa à fusão. A vantagem é preservar o movimento no nível operado, reduzindo teoricamente o risco de degeneração dos níveis adjacentes a longo prazo. A indicação deve ser criteriosa e individualizada.
Foraminotomia posterior
Indicada para hérnias laterais (foraminais) que comprimem a raiz nervosa sem comprometer a medula. Realizada por via posterior com técnica minimamente invasiva (tubular), permite descomprimir a raiz sem necessidade de fusão. Preserva o movimento do segmento.
Avaliação especializada em hérnia cervical
O Dr. Paulo Cortez realiza avaliação completa com exame neurológico detalhado, análise de imagens e definição da melhor conduta — conservadora ou cirúrgica — para o seu caso específico.
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Recuperação pós-operatória
A recuperação da cirurgia cervical anterior (ACDF) é geralmente bem tolerada. O paciente recebe alta em 24 a 48 horas, com uso de colar cervical por 2 a 4 semanas (conforme o caso). A dor no braço costuma melhorar imediatamente após a cirurgia. A fisioterapia é iniciada após 2-3 semanas para reabilitação da musculatura cervical.
O retorno às atividades laborais leves ocorre em 3 a 6 semanas. Atividades físicas intensas são liberadas progressivamente após 3 meses, conforme avaliação clínica e radiográfica da fusão.
Perguntas frequentes
Hérnia cervical pode causar dor de cabeça?
Sim. Hérnias nos níveis C2-C3 e C3-C4 podem causar dor referida para a região occipital (nuca e parte de trás da cabeça). Porém, a maioria das dores de cabeça tem outras causas. A avaliação clínica diferencia a cervicogênica de outras cefaleias.
Posso ter hérnia cervical e lombar ao mesmo tempo?
Sim, é relativamente comum. A degeneração discal pode acometer múltiplos níveis da coluna. Cada hérnia é avaliada individualmente quanto à necessidade de tratamento — nem toda hérnia identificada na ressonância causa sintomas.
Formigamento nos dedos sempre é hérnia cervical?
Não. Formigamento nos dedos pode ter diversas causas: síndrome do túnel do carpo, neuropatia periférica, síndrome do desfiladeiro torácico, entre outras. O exame clínico neurológico e, quando necessário, a eletroneuromiografia ajudam a diferenciar.
A prótese de disco cervical é melhor que a fusão?
Depende do caso. A prótese preserva o movimento e pode reduzir a degeneração dos níveis adjacentes, mas tem indicações específicas (paciente jovem, sem artrose facetária, hérnia em nível único). A fusão (ACDF) é o padrão-ouro com resultados excelentes e amplamente comprovados. A escolha é individualizada.
Quanto tempo demora a cirurgia de hérnia cervical?
A ACDF em um nível dura em média 60 a 90 minutos. Em dois níveis, 90 a 120 minutos. O paciente é monitorizado durante toda a cirurgia com potenciais evocados para segurança da medula espinhal.
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Falar com o Dr. PauloCRM-RJ 747505 · RQE 19473 · Niterói e Leblon
Aviso importante: As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem uma consulta médica individualizada. O diagnóstico e a escolha do tratamento dependem da avaliação clínica, dos exames de imagem e das características de cada paciente. Dr. Paulo Cortez — CRM-RJ 747505 | RQE 19473.
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